Curso de Memorização
(Fonte: Canal Educação do Sapo) |
Introdução ao curso de memorização:
Na maioria dos casos, apenas a leitura de um texto não é suficiente para possuir conhecimentos, especialmente em matérias tão exigentes em termos de memória como a química ou a medicina. Uma leitura pode dar uma boa imagem inicial do tema, mas é necessário algo mais.
Para tal é necessário um esforço voluntário, o reconhecimento de que é necessário e útil para que os conhecimentos possam ser adquiridos com uma maior eficiência. Tem de ser uma pessoa por si própria a decidir aprender para que qualquer esforço seja recompensado por um resultado final.
Muitas vezes não se resume tudo apenas à memorização. Certas matérias realmente requerem uma grande dose de memorização de termos, relações e reacções. Mas outras, de natureza bastante diversa exigem a compreensão, como é o caso da matemática, dado que é impossível decorar a resolução de um exercício, antes é necessário compreender como se atinge a solução para que se consiga reproduzir o mesmo tipo de processo mas adequado a uma situação diferente. O mesmo acontece com muitos outros ramos e áreas.
Na maior parte dos casos, podemos dizer que em todas as profissões é necessário decorar em primeiro lugar algumas noções e relações básicas e posteriormente é necessário compreender as excepções, os casos que se apresentam diariamente e que requerem mais do que uma simples récita do que se aprendeu. Exigem uma interpretação e uma adaptação. Daí que para o estudo de todas as matérias se comece sempre pelo mais monótono para depois se atingir o que se verifica ser um desafio.
Por isso, não é talvez correcto pensar que exista um dilema entre a memorização e compreensão relativamente ao melhor método de estudo pois, na verdade, é necessária uma combinação de ambos para permitir o sucesso da aprendizagem.
1.1 - Tipos de Memória
Há três tipos principais de memória: a Automática, a Afectiva e a Cognitiva.
Esta é a memória que se relaciona com os hábitos que possuímos e com a utilização que damos a certas informações que necessitamos todos os dias.
A esta memória apela algo tão básico como conduzir, mas também certas coisas como números de telefone. Quando se utiliza um determinado número todos os dias, é natural que ao fim de algum tempo ele fique na memória e já não seja necessário consultar a agenda telefónica. Daqui se retira a ideia de que a prática e a repetição são fundamentais para a memorização de tal maneira que a este nível a informação que pretendemos aparece-nos sem que tenhamos que fazer qualquer esforço para a lembrar.
Esta é a memória relacionada com as nossas experiências e recordações. Certo número de informações são obtidas ao longo da nossa vida através de um contacto mais próximo com certas realidades ou mesmo em simples conversas que, pela importância de que se revestiram no momento ficarão connosco durante muito tempo. Desta forma, para que a memorização seja mais simples pode-se associar a determinadas informações dados pessoais que nos permitam uma recordação mais fácil. Deste princípio retiram-se algumas técnicas de memorização importantes.
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